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domingo, 25 de setembro de 2011

Creche em Aracaju: suspensão das atividades prejudica mães e pais e o Ministério Público fecha os olhos



Mais uma da administração do prefeito Edvaldo Nogueira: suspensão dos serviços prestados na creche Papa João Paulo II no bairro Santa Maria que funciona apenas com prestadores de serviços. O fim dos contratos interrompeu as aulas por quatro dias, mas a partir da intervenção da imprensa e manifestações dos pais, na sexta-feira, 23 de setembro, as aulas foram normalizadas.

A interrupção das aulas na creche municipal Papa João Paulo II gerou protestos e muita reclamação por parte de mães e pais de alunos. Entretanto, mesmo com a regulamentação das aulas o problema ainda não foi solucionado. O coordenador geral da Escola Municipal de Ensino Fundamental Papa João Paulo II que funciona no Centro Educacional Vitória de Santa Maria, Cleverton de Almeida Alves, explica que as atividades da creche foram interrompidas por conta  da finalização do contrato de prestadores de serviço.

O coordenador geral esclarece ainda que após a finalização dos contratos os prestadores não foram substituídos, gerando um déficit de cinco profissionais. “Uma profissional estava de férias, a outra se afastou e teve a finalização do contrato das outras três. A creche atende 65 crianças de 0 a 3 anos e na falta desses profissionais não tínhamos como manter a integridade física e psicológica dessas crianças”, enfatiza Cleverton de Almeida que ressalta que nesta sexta-feira, 23, as aulas já foram normalizadas.

O coordenador ressalta também que mensalmente encaminha para a secretaria de administração do município a demanda dos profissionais que trabalham na creche. Apesar da antecipação é possível que o problema volte a ocorrer já que a creche funciona apenas com prestadores de serviços que realizam o trabalho de serviços gerais e de educadores assistentes. Cleverton Almeida enfatiza que a Escola Municipal de Ensino Fundamental Papa João Paulo II existe há cinco anos, mas o concurso para professores ainda não foi realizado pela prefeitura de Aracaju que mantém uma ilegalidade de “educadores auxiliares” contratados.

É preciso que a sociedade entenda que a creche deixou de ser um espaço de guarda. As instituições devem garantir as crianças aula semanal onde as crianças têm três horas diárias de aulas. O portal Infonet em contato com a assessora de comunicação da Secretaria Municipal da Educação do Município (Semed) teve o esclarecimento que três prestadores de serviços da creche estavam faltando ao trabalho, daí a coordenação da unidade de ensino achou conveniente fechar as portas. “Em virtude da demanda, a Secretaria Municipal de Administração (Semad), encaminhou nessa quinta-feira, 22, novos prestadores ao local”, enfatizou a ascom.



O mais grave da afirmação da Secretaria Municipal de Educação é a falta de interesse na realização do concurso público. A prefeitura mantém “educadores auxiliares” sobre os olhares do Ministério Público e nada é feito contra o Prefeito Edvaldo Nogueira que mantém uma ilegalidade nas creches municipais. A Prefeitura Municipal de Aracaju contrata professores auxiliares” para atuar nas creches. Os professores são denominados "educadores assistentes" e recebem R$ 700,00 brutos, trabalhando 8h por dia sem mais nenhum direito. Assim o prefeito burla a lei ao não realizar concurso público e pagar um salário de fome para professores formados. Também deixa de pagar o piso. É uma absurda precarização do trabalho docente. O contrato é por um ano renovável por mais um.

Com informações do portal infonet: www.infonet.com.br

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