Total de visualizações de página

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

As ações de João Alves para acabar com a gestão democrática nas escolas de Aracaju



O envio para a Câmara de Vereadores do Projeto de Lei Complementar que acaba com a gestão democrática nas escolas da rede municipal de Aracaju deixou alunos, pais, professores e servidores revoltados. O projeto de João é voltar a educação municipal aos tempos da ditadura militar, de onde o prefeito teve sua formação política. Vamos aos dispositivos no projeto de lei que destrói a democracia nas escolas:

·        - O projeto de lei desrespeita a Constituição e LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional que garante autonomia administrativa, pedagógica e financeira para os estabelecimentos de ensino e os professores. Pelo projeto de lei, as escolas devem respeitar a determinações da Secretaria de Educação, isso significa que a Secretaria pensa e as escolas devem obedecer sem questionar as determinações. O projeto não prever discussão com a comunidade escolar, pois em nenhum momento a participação popular é garantida para definição das políticas públicas. O papel de definição da política educacional cabe apenas ao Prefeito João Alves e a Secretária de Educação Márcia Valéria;
·        - A Secretaria de Educação de Aracaju terá interventores em todas as escolas (coordenador pedagógico e secretario escolar) para fiscalizarem e punirem professores, servidores e diretores, caso não cumpram as determinações do Prefeito João Alves e da Secretária Márcia Valéria, aos moldes da Ditadura Militar;
·     -    Para dificultar a participação dos professores no processo eleitoral para diretor ou diretor adjunto, o projeto de lei estabelece a prerrogativa da Dedicação Exclusiva, portanto, os professores com dois vínculos públicos ficarão impossibilitado de candidata-se;
·        - Mesmo os diretores sendo eleitos pela comunidade escolar, podem não assumir a função caso não aceitem a subserviência às vontades do Prefeito e da Secretária de Educação, ou seja, eles devem assinar um pacto de gestão que será elaborado sem a participação da comunidade escolar, caso se recusem não serão nomeados;
·        - Mesmo nomeado o diretor pode perde o mandato caso a escola não atinja 70%, no mínimo, das metas do pacto de gestão que serão obrigados a assiná-lo;
·       -  O projeto acaba com o Conselho Escolar, na medida em que reduz para um representante por segmento. -  Essa formatação não funciona com acontece hoje nas escolas da rede estadual que fica para o diretor sozinho o papel de gastar os recursos que chegam nas escolas sem a participação da comunidade escolar. Além disso, a secretaria de educação irá indicar um interventor para fiscalizar a atuação do conselho escolar;
·        - O Conselho escolar perde autonomia, pois tem que decidir de acordo com os interesses da Secretaria de Educação, ou seja, passa a ser um órgão apenas para referendar a política educacional que interessa ao prefeito João Alves e a Secretária Márcia Valéria;
·       -  Para ser candidato a diretor ou diretor adjunto, o projeto de lei prever: curso de gestão escolar com metodologia, carga horária e conteúdo definido pela Secretária de Educação, sem discussão com o magistério municipal; Exame de Certificação com conteúdo e regras definidos pela Secretária de Educação sem a participação do magistério municipal; Eleição; e designação que pode não acontecer caso o professor eleito não aceitar as condições estabelecidas no Pacto de Gestão, construído pela Secretária de Educação e o prefeito João Alves sem participação da comunidade escolar;
·       -  O Projeto Político Pedagógico das escolas deve está alinhado ao Pacto de Gestão, ou seja, as escolas deixam de ter autonomia para pensar, planejar e executar o currículo que melhor atenda a realidade dos alunos. De acordo com o projeto o que vale é a vontade de Márcia Valéria e João Alves através do Pacto de Gestão;
·        - O diretor das escolas não terá mais a função de gerir as escolas, mas de preencher uma série de relatórios para que o Pacto de Gestão seja alcançado;
·     -    O projeto estabelece uma gratificação de 100% para os diretores, coordenadores e secretários caso a escola atinja mais de 70% das metas do Pacto de Gestão. Isso significa que eles terão o papel de pressionar e perseguir os professores para que o Pacto de Gestão sejam atingido;

Diante da gravidade desse projeto vamos denunciar todos os vereadores que votarem contra a educação do município. Vamos acompanhar a votação e denunciar todos os traidores do magistério, servidores, pais e alunos do município de Aracaju.

Nenhum comentário:

Postar um comentário