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sábado, 30 de junho de 2012

O SINDIPEMA E O VÉU DE MOISÉS



 Por Neilton Diniz

            O SINDIPEMA, sindicato dos professores de Aracaju, tem se notabilizado, nesses anos de governos ditos progressistas em nossa capital, como um sindicato sem brilho e marcado pela letargia frente à ação dos últimos governos da nossa Aracaju, notadamente, Déda e Edvaldo.

         A frágil atuação deu-se pela crise existencial vivida por esse sindicato no início do governo Déda, quando indicou e obteve a nomeação de vários diretores das escolas municipais, fazendo-se aliado direto do governo nascente. Não contente com isso, construiu a ponte para que parte da sua liderança executiva ocupasse uma após a outra, cargos na administração do Prefeito Marcelo Déda, como foi o caso de Rosangela e Ivonete, que foram nomeadas, evidentemente em períodos diferenciados, o cargo de Secretária da Educação do Município.

         Tendo feito isso, fez sucumbir a sua autonomia e passou a ser incapaz de organizar a luta sindical frente às demandas cada vez mais crescentes da categoria e a uma resposta tímida tampouco pródiga do governante de plantão.

         Resultou dessa incapacidade para a luta da categoria, anos de perdas salariais, principalmente para aqueles professores que chegaram em 2002 na rede, visto que em um dos anos, Marcelo Déda não estabeleceu reajuste para a categoria, alegando ter que pagar passivos trabalhistas existentes de outros governos. Qual foi o desfecho para os ditos “novatos”, reajuste zero.

         O silêncio do sindicato no período Déda/Edvaldo, foi rompido um pouco pela disputa do Piso, tendo na gestão da professora Elba, lampejos de vivacidade, mais pela sua determinação e insubmissão, que pela vontade do grupo que dirige o sindicato, marcadamente comandado pelo Deputado Francisco Gualberto.

         Portanto, pensar no SINDIPEMA hoje é pensar em Moisés, o líder do povo Hebreu na travessia pelo deserto que falava diretamente com Deus e o seu rosto brilhava como resultado da presença de Deus e visto que não poderia falar com o povo sem causar o desconforto natural do brilho de Deus sobre os olhos do povo, colocou um véu para comunicar ao povo as ordenanças de Deus.

         O problema é que mesmo depois do brilho de Deus não mais está na fronte de Moisés, o mesmo continuou a usar o véu, tentando manter um brilho que não mais havia.

         O SINDIPEMA sofre exatamente do mal de Moisés, pois tenta mostrar um brilho que já passou, principalmente quando era liderado por Diomedes, vivendo na projeção de algo que já não contém e buscando no passado uma glória que já não pode ser associada aqueles que negam os princípios pelos quais o grande SINDIPEMA embalava os sonhos e as lutas dos professores e professoras de Aracaju.

         Dito isso, em lugar do véu da simulação, a atual diretoria do SINDIPEMA precisa escancarar a verdade opaca da sua existência e trilhar o caminho de volta à base, à autonomia, à luta.

         Caso isso não ocorra, terá o destino reservado a Moisés, pois liderou o povo durante toda a travessia do deserto e até a entrada da terra prometida, porém não teve o direito de gozar da sua posse

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