Os membros da direção do Sindipema após suspender assembleia da categoria no dia 20 de março, de forma autoritária, depois que os professores tinham reprovado proposta de Edvaldo de 16.09% saíram ligando para os aposentados e pelas escolas afirmando que caso não aprovássemos esse percentual o prefeito daria 0% de aumento. Mesmo com essa tentativa de induzir os professores aprovar uma proposta indecente, os professores na assembleia do dia 22 de março mantiveram a decisão anterior e reprovaram a proposta de Edvaldo Nogueira.
A decisão dos professores foi mantida pelo fato do percentual do piso salarial ser, para o ano de 2012, de 22,22%. Na medida em que os professores aceitasse uma proposta de 16,09% referendaria a política nefasta da prefeitura de Aracaju que NÃO PAGA PISO desde 2009.
A política nefasta de Edvaldo Nogueira
Edvaldo vem realizando uma política de achatamento do Plano de Carreira que é extremamente nociva para o futuro da categoria, pois resultará no fim do plano de carreira. Em 2009 a diferença entre professores com formação de nível médio com os de nível superior era de 50%, em 2012 está em 18%.
A carreira dos professores está estruturada em duas vertentes que estão sendo destruídas por Edvaldo: a valorização pelo tempo de serviço e a valorização pela formação.
1. A valorização por tempo de serviço foi destruída em 2009 quando o prefeito Edvaldo acabou com a paridade nos percentuais de uma letra para outra. Hoje os professores em início de carreira têm uma diferença de letra de 4,5% e chega, no final da carreira, com uma diferença de letra de 3%. Portanto, quanto mais tempo o professor trabalhar mais prejudicado ele será pela prefeitura. Antes dessa ação diabólica de Edvaldo a diferença de letra era de 6% para todos os professores independentes do tempo de serviço na rede municipal de Aracaju.
2. A valorização pela formação está sendo destruída aos poucos, a cada ano, por Edvaldo. Na medida em que ele concede reajustes diferenciados para os professores de nível médio e os demais professores de nível superior, pós-graduados, mestrados e doutorados têm revisão menor, acabando com os percentuais existentes no Plano de Carreira entre um nível e outro que deveriam valorizar àqueles professores que têm maior formação acadêmica. Com essa política, em poucos anos os professores independentes da formação acadêmica superior, especialização, mestrado e doutorado receberão remuneração menor que os professores com formação de nível médio.
Esse pacote de maldades do prefeito Edvaldo Nogueira contra os professores e a educação pública municipal gera revoltas e mostra o descompromisso do prefeito com a educação municipal.

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